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terça-feira, março 04, 2008

O Programa seria todo feito de Poesia


Este post é absolutamante pessoal. Ao ler o JL, encontrei um artigo sobre uma pessoa conhecida e que marcou o meu percurso académico e a minha visão da própria Literatura.

Falo a nível do Ensino Superior, pois se alguém mereceria aqui uma homenagem solene seriam dois professores de Português e Literatura Portuguesa que me abriram estes caminhos magnícos das Letras, nomeadamente Fernando Pessoa. Falo de Leonor Perdigão e Jorge Santos, ambos fundamentais e inesquecíveis e brilhantes.


Ao chegar à faculdade, àquele mundo em que era suposto conhecer uma infinidade de autores, que todos mencionavam com a facilidade do que nos é forçosamente familiar, outro professor se viria a destacar - Mário Avelar. As suas aulas, com turmas numerosas, cativavam e surpreendiam pelas leituras que fazia muito para lá do óbvio. Certa vez, disse-nos com a maior naturalidade que considerara a hipótese de construir o Programa da sua disciplina com poesia, apenas. Pareceu-nos um arrojo, algo de absurdo, mas compreendi mais tarde que seria possível, agradável e um verdadeiro desafio.

Três personalidades tão profundamente marcantes quão distintas, três pessoas admiráveis e professores extraordinários.

Bem hajam!

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Questão


Que obra da nossa literatura está ilustrada neste belíssimo painel de azulejos que podes admirar em Guimarães?

domingo, janeiro 20, 2008

The Maias in English

Um artigo interessante sobre a nossa Literatura:

Marvellous Money

Michael Wood

The Maias: Episodes from Romantic Life by José Maria Eça de Queirós, translated by Margaret Jull Costa

Basta clicar sobre:
London Review of Books

quarta-feira, outubro 17, 2007

Lendo e aprendendo

Convidamos-te a uma experiência de leitura diferente:
Se passares pelo nosso Centro de Recursos Educativos, pede o cd interactivo Passa a Palavra. Junta-te a uma comunidade divertida em que podes aprender de forma diferente.
Propomos-te um jogo interactivo e a oportunidade de ficares a saber mais sobre a literatura escrita em Português.

terça-feira, março 20, 2007

A Árvore da Vida


A Árvore da Vida é adornada de belas flores
E em seu redor perfilam-se as mais garbosas hostes.
A sua crista domina o espaço imenso
E as planuras do céu recebem os frutos maduros.

Na ramaria, em glória pousa um bando de esplendorosas aves
E as aves entoam cânticos de perfeita harmonia.
As folhas não secam e as flores não murcham
E antes crescem sua beleza e abundância.

Belo é o bando das aves que guarda a árvore
Luminosas as cores brilhando em milhres de penas.
Sem temor nem pecado em serena alegria
Por cada pena as aves cantam mil melodias.

Irlandês - Autor desconhecido (final do séc. X)
in O Grito do Gamo - Poemas Celtas da Fé e do Sagrado
(tradução de José Domingos Morais)

quinta-feira, março 15, 2007

Letras Premiadas

O júri do Prémio Camões distinguiu, ontem, a obra de António Lobo Antunes.

A sua vivência riquíssima conta-se agora em diversas páginas de jornal e da Internet, mas para além do escritor, existe um homem comedido pouco dado a exposições.

A sua escrita inovadora e muito própria, torna-se difícil, à partida, mas aí está um desafio para ti, nesta malha onde ficção e realidade se misturam, num tom, por vezes confessional.
Letras premiadas e de grande qualidade.

Como sugestão, aqui fica Ontem não te vi em Babilónia .



Uma noite ninguém dorme, e durante a meia-noite a as cinco da manhã, as pessoas sonham acordadas no sono: contam e inventam as suas vidas e as suas histórias, ou as histórias em que transformam as suas vidas, ou as vidas que transformaram em histórias. Podem ser vidas cruéis, de medo, de uma cicatriz interior, de algo que talvez fosse o Estado português de outros tempos. Podem ser vidas de amores passados, de lápides varridas, de um desejo de uma vida inteira, de se poder ser feliz sem pensar. Nestas histórias, nestes silêncios destas falas, nos risos e nas traições, vamos identificando a noite de um país, a noite cheia de vozes de todos nós, e a noite silenciosa que é o isolamento de cada um. Como diz o autor - “porque aquilo que escrevo poder ler-se no escuro”.

terça-feira, março 13, 2007

Desafio


Dia 21 de Março, assinalamos o Dia da Árvore e, já agora, aqui fica um desafio: selecciona um poema breve, da tua preferência e cujo tema central seja A Árvore. Podes inseri-lo neste blogue e dá-lo a conhecer.

Resultando de uma primeira escolha, deixo-te o poema abaixo, da autoria de Joaquim Manuel Magalhães:

Bucólica

Vêm do olival os cestos
Sendas por pastagens e lameiros,
À mistura de verbena e dos teus risos.
Na telha de rebordo dos beirais
O rumor do vento. Ninhos em rama
Presos às goteiras. Passos
Pelo chão de urtigas.
Azeite cru na torcida das candeias.
Azeite velho sobre sêmea torrada.
E bagaço. E a alegria das mãos sujas.
Ervas brancas e resedas
Cobrem as cantaras de leite.
Vai anoitecer para nós partirmos.



sábado, janeiro 20, 2007

Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007)


Deixou-nos as suas letras e as daqueles que traduziu, ao partir.

O seu trabalho obteve o reconhecimento público e foi, por diversas vezes, premiado.

Dela, disse Eduardo Lourenço: é “uma espécie de concha de silêncios, onde se reflectiam todas as dores e alegrias do mundo”.
Mais um vulto da nossa Literatura que parte.

quinta-feira, novembro 30, 2006

As Ruas de Saibro Estão Vazias

As Ruas de Saibro Estão Vazias mas as mesas do Centro de Recursos ainda estão cheias de propostas para poderes passear pelas nossas letras.
Entre tantas obras que podes adquirir, aqui ficam duas sugestões: Limalhas e o título deste post, ambos da autoria de Paulo Sarmento, um professor de Filosofia da nossa escola.

Já escolheste as leituras deste fim-de-semana?